Resumo do artigo “Racionalismo e Empirismo na Sociologia”

HAGUETTE, André. Racionalismo e empirismo na sociologia. Revista de Ciências Sociais, v. 44, n. 1, p. 194-218. 2013.

            Por muito tempo o racionalismo e o empirismo, de uma maneira geral, estiveram em oposição nas reflexões epistemológicas dos cientistas sociais. A busca por uma superação dos modelos estritamente modernos de fazer ciência e o forte trabalho para afastar o fantasma positivista trouxe também prejuízos à ciência como um todo e em especial à ciência social.

            Neste artigo o Prof. André Haguette (Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará) tenta fazer uma espécie de conciliação entre o racionalismo/idealismo/subjetivismo com o empirismo/materialismo/objetivismo. Como o próprio autor vai falar, o objetivo do artigo é “é demonstrar o parentesco entre o racionalismo e o empirismo e argumentar que a moderna teoria social é uma (tentativa de) síntese dos dois” (p. 203).

            O artigo vai tentar apresentar a ideia de que a perspectiva ou o olhar racionalista deve estar integrado ao empirismo. Assumindo-se a postura da integração, o artigo vai trazer a ideia de uma sociologia multidimensional, que não se encerra na pura razão ou em um materialismo estéril. Essa construção ou tentativa de integração vai ocorrer por meio da apresentação de inúmeros elementos históricos e teóricos que de o racionalismo e o empirismo nunca estiveram separados completamente, e que mesmo autores ditos tão distantes como Descarte e Bacon, compartilhavam de ambas as posturas. Esse resgate também vai para o campo específico da sociologia, onde o artigo vai trazer de forma suficiente uma análise dos três grandes clássicos. Tanto em Karl Marx, quanto em Émile Durkheim e finalmente em Max Weber existem elementos metodológicos e teóricos que demonstram que a sociologia em sua origem concebeu sua produção de forma mais plural do que as caricaturas e rótulos nos permitem hoje compreender. Nenhum deles pode ser taxado como um racionalista exclusivo ou como um positivista sem reflexões subjetivas. Nesse artigo se argumenta “que a ciência deve ser concebida como um continuum multidimensional que se estende entre proposições gerais de caráter metafísico até observações ligadas ao ambiente (environment) empírico.” (p. 203, grifo do autor).

            O artigo permite compreender muitos outros detalhes sobre os três clássicos da sociologia do ponto de vista metodológico e traz uma Conclusão desafiadora para filósofos e cientistas sociais que, por necessidade do ofício, precisam traçar e elaborar reflexões epistemológicas.

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Disponível em: <http://www.rcs.ufc.br/edicoes/v44n1/rcs_v44n1a8.pdf>. Acessado em: 03 jan. 2013.

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