Resumo do Capítulo: Onde surgiu e como se desenvolveu a democracia? Uma breve história

DAHAL, Robert. Onde surgiu e como se desenvolveu a democracia? Uma breve história. In. Sobre a democracia. Brasília: Editora UNB, 2001, p. 17-35.

      O capítulo dois de “Sobre a Democracia” vem para tentar entender, de maneira bem breve e elementar, como se deu o desenvolvimento daquilo que conhecemos de “democracia ou república”. Robert Dahal, usa um pequeno apanhado histórico, começando desde das formas primitivas de organização política, passando pelas cidades-estados gregas e por Roma, até chegar à Inglaterra e Estados Unidos. Nesse começo o autor procura defender a existência da “lógica da igualdade” e demonstra como as organizações na Grécia e Roma passaram por inúmeras modificações, mas nunca foram de fato organizações plenamente democráticas, e muito menos representativas.

     Ao longo do texto ele vai mostrar vários outros exemplos de organizações políticas, no norte da Europa, cita a região nórdica, anglo e consegue juntar informações suficientes para argumentar que as manifestações de “governos populares” nunca foram de fato democráticas. Ele levanta pelo menos quatro argumentos nesse sentido: (I) mesmo nas formas mais complexas e em países mais auspiciosos, a desigualdade sempre existiu, e fora sempre uma limitação muito forte; (II) onde existiam parlamentos ou assembleias, essas nunca eram suficientemente poderosas para fazer frente as monarquias; (III) os representantes do “povo”, não passavam de representantes de uma única classe, a dos homens-livres. Existia uma enorme quantidade de escravos, subordinados e servos que nunca tomaram decisões, mesmo sendo um grupo muito significativo em termos de números; (IV) os conceitos políticos eram poucos conhecidos, e existiam fortes limitações educacionais para que todos pudessem participar, além disso a liberdade de expressão sempre foi muito tolhida.

     Finalmente o autor vai chamar atenção para o fato de que a democracia é uma forma de organização política que não possui “forças históricas” suficientes que garantam que a mesma sobreviverá ou sempre ascenderá. A história mostra, muito pelo contrário, que há possibilidade de queda (como na idade média) ou mudança, de um sistema mais “popular” por outro mais autoritário. Como o próprio autor diz: “aparentemente, a democracia é um tantinho incerta”, e que vai depender muito das construções e ações que ocorrem no presente.

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