Resumo do artigo: O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil.

SOARES, Gláucio Ary Dilllon. O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil. Sociologia, Problemas e Práticas, n. 48, p. 27-52. 2005.

           Para o autor, a Ciência Política enfrenta um período difícil, em especial no Brasil. Essa dificuldade estaria relacionada a falta de habilidade por parte de muitos professores e pesquisadores em utilizar com proficiência os métodos científicos, sejam eles quantitativos ou qualitativos. Sua abordagem inicia na tentativa de resgatar a importância dos métodos quantitativos diante de uma tendência de valorização extremada das formas qualitativas de se pesquisar, mostrando-se muito presentes atualmente em pesquisas de ciências humanas.

                Ele utiliza pesquisas de vários autores dentre eles Valle Silva, Maria Helena, Marcelo Coutinho, Werneck Vianna, entre outros que analisaram a presença do método quantitativo em vários periódicos científicos, nacionais e de outros países. Esses dados são utilizados pelo autor para demonstrar a preferência atual pelos métodos qualitativos e aproveita para criticar fortemente os argumentos pelo qual muitos fazem rejeição a qualquer metodologia quantitativa. O autor dá início então há uma série de críticas e posicionamentos que tentam convencer de que a maior parte das pesquisas realizadas (em ciência política e sociologia) são construídas sem um “rigor metodológico” ou que demonstre fina habilidade no trato com dados, seja da forma quantitativa ou qualitativa. O autor argumenta também a necessidade de não-oposição quali-quanti e que o possível uso de ambos pode enriquecer ainda mais as pesquisas, além de apresentar o fato de que os avanços tecnológicos atuais permitem aos pesquisadores trabalhos com um montante ou massa de dados bem maior. Ele propõe uma espécie de integração do método qualitativo ao quantitativo onde as novas técnicas quantitativas seriam utilizadas no processamento de dados qualitativos, esses últimos, ótimos para gerar hipóteses. adobservare.com

                O autor aproveita o assunto e tece comentários sobre o que ele chama de “colonialismo teórico” fazendo referência ao grande número de pesquisadores americanos e europeus que são estudados no Brasil em relação aos pesquisadores da América Latina e de países do Terceiro Mundo. Também demonstra o perfil de vários periódicos internacionais e discute as relações entre exigências, taxas de rejeição e impactos na comunidade científica característico de vários periódicos internacionais.

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