Resumo do capítulo: Sociologia e Sociedade Industrial

FORACHI, Marialice; MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade: leituras de introdução à Sociologia. 21. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1994.

            Diante da nova ordem econômica, verificada com as revoluções industriais, percebe-se que a sociologia desempenha um papel preponderante no contexto da análise, estudo e esclarecimentos quanto aos aspectos de uma sociedade industrial.

Com o passar do tempo, e por meio das mudanças históricas, que ocorrem com a suplantação das ideias, percebe-se que existe uma extrema e positiva necessidade de adaptação, contextualização e produção ideológica que possa refletir as novas, características, formas e parâmetros do mundo moderno e/ou pós-moderno.

A sociedade industrial bem como a sociologia se originaram concomitantemente, como faces de uma mesma folha. A sociedade já no seu estágio complexo produz a sociologia, assim como essa última caracteriza e tenta conceituar seu objeto de estudo. O início do estudo sociológico está forçadamente relacionado com o período grego, com os primeiros filósofos, que apesar de terem percepções de cunho social, não objetivaram e nem sistematizaram nenhum processo, problema ou estrutura social. A sociologia então, veio tomar passos mais consistentes a partir do século XIX, com trabalhos bem mais consolidados e estabilizados quanto à investigação científica.

Outra questão marcante na sociologia se encontra no estudo das desigualdades sociais, que está totalmente aliado a idéia de sociedade industrial, uma vez que em oposição ao absolutismo, o movimento liberal prometera um fim às diferenças econômicas entres os indivíduos, o que de fato não ocorreu.  Esse processo de estabelecimento do capitalismo e suas idéias liberais ocorreram com o proceder das revoluções industriais, e a sociologia acompanhou, a priori, de maneira pusilânime os aspectos da sociedade ou do bojo social. Contudo, com o fortalecimento do sistema, as transformações sociais de ordem econômica e política surgiram de forma nova, forte, nítida e marcante levando à um contraste e desigualdades não vistas anteriormente e ainda sob o argumento falacioso que vencera o absolutismo. Essas transformações e nova formatação das desigualdades deram suporte a formulação de conceitos, estudos e trabalhos que puderam esclarecer de maneira mais satisfatória tais processos. A sociedade industrial carrega consigo outros aspectos e problemas impreteríveis para uma análise mais consistente. Dentre esses aspectos se destaca o (i) conceito de sociedade de consumo, caracterizada pela contínua dependência do consumo, baseada no princípio individualista do “ter”; (ii) o problema da comunicação de massa, que segundo algumas concepções seria fruto de uma ação de um grupo ideologicamente orientado pelo crescimento e desenvolvimento do capital, propagandas, joguetes e peças publicitárias construídas com fins exclusivamente mercadológicos.

Outro problema seria o individualismo produzido como condição dentro de uma sociedade de consumo, essa estimulada pela era industrial, esse problema procura a valorização do “ter” em detrimento à construção do “ser”, no entanto essa situação também tem um lado positivo quando colocada a questão da maior mobilidade social, alcançada por consequência de esforço individual ou condição previamente conquistada.

            A sociologia ao olhar a sociedade de consumo estabeleceu objetivos gerais que tentam explicitar a forma funcional e estrutural, assim como caracterizar e prevê os efeitos, procurando constantemente pela melhoria e pela justiça convencionada. No entanto, o conceito de sociedade industrial tem sido concebido de maneira generalizada, sem considerar os aspectos particulares de cada economia, suas funções e determinantes mais efetivos. Ao considerar que as diversas economias são semelhantes a sociologia demonstra seguir uma tendência científica mais naturalista, contudo, com a complexidade das comunidades atuais os sociólogos começam a serem impelidos à particularização e personalização do estudo, abrindo espaço para a antropologia e psicologia social.

Outro aspecto a considerar seria a carência de um marco teórico que fosse utilizado como aporte, o que se verifica atualmente é uma crescente “acumulação, suspeita e tendenciosa” de percepções e supostas teorias. Alguns sociólogos afirmam ser a sociedade de consumo, com todas as suas características, como um processo resultante da “dominação das classes”, da orientação efetivada pelos dos burgueses, por aqueles das camadas sociais mais “elevadas”, pelos os burocratas e técnicos da base formadora da sociedade industrial. Essa orientação estaria se materializando em diversos momentos e espaços, dentre esses encontram-se as ações de comunicação de massa que tentam descartar a imagem de “dominante”.

A sociologia por muito tempo foi observada como um simples estudo de casos sociais, hoje é reconhecida como ciência; apesar do seus métodos abstratos e do seu objeto que é de natureza humana, e tem auxiliado na formação e propagação de valores convencionados ou não na sociedade.

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