DHAMMAPADA

……Os budistas merecem certa admiração. É impressionante como eles conseguem perceber aspectos tão profundos da realidade humana. O reconhecimento do sofrimento, a forma como encaram o orgulho e o egoísmo, a necessidade que tem da disciplina e do amor ao próximo. Segue abaixo o Dhammapada, que reúne as características de um Brâmane, ou de alguém que procura alcançar o ideal budista.

harlon.romariz@advir.com

DHAMMAPADA

386 Àquele que é dado à prática da meditação, impoluto, equilibrado e que fez aquilo que era devido, livre de corrupções e tendo atingido o supremo objetivo — a ele eu chamo um Brâmane.

387 O sol resplandece pela manhã, a lua brilha à noite. O guerreiro, em seu aparato de guerra, também brilha. O Brâmane brilha na meditação. O Buddha, em seu resplendor, fulgura dia e noite.

388 Chama-se Brâmane aquele que se libertou do mal. Chama-se recluso aquele cuja conduta é equilibrada. […]

389 Não se deve bater num Brâmane que também esse Brâmane fio deve lançar seu ódio sobre o ofensor. Vergonha para aquele que bate num Brâmane; maior vergonha para aquele que se deixa levar pelo ódio.

390 Nada melhor para o Brâmane do que o controle da mente sobre as tendências. Na medida em que ele suprime a inimizade, sua aflição será reduzida.

391 Àquele que não pratica o mal, seja pelo corpo, seja pela palavra ou pela mente; àquele que é controlado nesses três aspectos — a ele Eu chamo um Brâmane.

[…]

393 Não é pela trança no cabelo, pela origem do clã ou pelo nascimento que alguém é Brâmane. Naquele em que existem a verdade e a pureza — este é virtuoso, este é um Brâmane.

394 Qual a vantagem do cabelo trançado, se nascio? Que valia tem a sua roupa de pele de leopardo? Por dentro você está cheio (de paixões); sua beleza é somente externa.

395 À pessoa que usa trapos apanhados nos monturos, que é esguio, mostrando todas as suas vetas; que é dado à meditação sozinho na floresta, — a ele eu chamo um Brâmane.

396 Eu não o chamo Brâmane somente porque ele nasceu num ventre ou surgiu […] Brâmane. Ele é somente “um nome querido” se está sujeito às imperfeições. Aquele que está livre de imperfeições, — a ele eu chamo um Brâmane.

397 Àquele que cortou todas as amarras, que não mais tem medo, que se desfez de todos os laços — a ele Eu chamo um Brâmane.

398 Àquele que cortou a peia (do ódio), o laço (da ambição) e a corda (da dúvida) além dos apêndices (isto é: tendências latentes); que se desvencilhou do jugo (da ignorância) e é Iluminado, — a ele Eu chamo um Brâmane.

399 Àquele que recebe golpes e prisões, desprezando sentimentos de vingança; aquele cuja força, o exercício poderoso é a paciência, — a ele Eu chamo um Brâmane.

400 Àquele que está livre do ódio, que é aplicado na prática dos preceitos, virtuoso, intocado pela ambição, controlado e que tem no atual corpo o último, — a ele Eu chamo um Brâmane.

401 Como água na folha do lótus, como mostarda no gume do machado, àquele que não se apega aos prazeres sensuais, — a ele Eu chamo um Brâmane.

402 Àquele que na atual vida conseguiu realizar a cessação do sofrimento, que deixou seu fardo de lado e é emancipado, — a ele Eu chamo um Brâmane.

403 Àquele cujo conhecimento é profundo, que é sábio, hábil no decidir entre o caminho certo e o errado, que atingiu o supremo objetivo, — a ele Eu chamo um Brâmane.

404 Àquele que não mantém intimidade com leigos ou com monges, que vagueia sem pouso certo, de poucos desejos, — a ele Eu chamo um Brâmane.

405 Àquele que abandonou toda forma de ofensa a qualquer ser vivo, ativo ou imóvel; que não mata nem é causador de morte, — a ele Eu chamo um Brâmane.

406 Amistoso entre pessoas hostis, pacífico entre os violentos, desapegado entre os ambiciosos, — a ele Eu chamo um Brâmane.

407 Naquele no qual a luxúria, o ódio, o orgulho e a inveja se desligaram como a semente de mostarda do gume do machado, — a ele Eu chamo um Brâmane.

408 Àquele que profere palavras verdadeiras, gentis e instrutivas, nunca ofendendo ninguém, — a ele Eu chamo um Brâmane.

409 Àquele que neste mundo nada tira que não lhe for dado, seja a coisa longa ou curta, peque ou grande, boa ou má, — a ele Eu chamo um Brâmane.

410 Naquele em que não se encontra desejo para viver neste mundo ou em outro, desapegado, liberto ou jugo, — a ele Eu chamo um Brâmane.

411 Àquele que não tem desejos porque tem conhecimento perfeito, está livre de dúvidas, mergulhou no Imortal, — a ele Eu chamo um Brâmane.

412 E àquele que conseguiu transcender o bem e o mal, assim como o apego, está livre de tristezas, impoluto e puro, — a ele Eu chamo um Brâmane.

413 Àquele que não tem nodoa e é puro, sereno e claro como a lua, que não mais se deleita com a existência, — a ele Eu chamo um Brâmane

[…] harlon.romariz@advir.com

415 Àquele que abandonando todos os prazeres sensuais do mundo, renunciou ao lar e tornou-se um sem-lar, que secou toda a luxúria na existência, — a ele Eu chamo um Brâmane.

416 Àquele que abandonou a ambição, renunciou ao lar e tornou-se um sem lar, que secou a ambição da existência, — a ele Eu chamo um Brâmane.

417 Àquele que se libertou das peias humanas, transcendeu aos laços celestiais, está completamente livre de qualquer amarra, — a ele Eu chamo um Brâmane.

418 Aquele que abandonou prazer e aversão, está tranqüilo, livre das bases do “vir a ser”, que conquistou a vitória sobre o mundo todo, — a ele Eu chamo um Brâmane.

[…]

420 Àquele cujo destino final é desconhecido aos deuses a duendes, que se tornou nobre pela destruição das pústulas, — a ele Eu chamo um Brâmane.

421 Àquele que não tem apego aos apegados, sejam eles do passado, do presente ou do futuro, aquele que não tem ambição e apego, — a ele Eu chamo um Brâmane.

422 O pobre, o excelente, o herói, o grande sábio, o conquistador, o sem paixões, o Iluminado, — a ele Eu chamo um Brâmane.

423 Aquele que conhece os locais de suas prévias existências, que vê os céus e os infernos, que atingiu o fim dos renascimentos e conseguiu perfeita intuição, o sábio que conseguiu realizar tudo que é realizável, — a ele Eu chamo um Brâmane.

Tabela 01 – “DHAMMAPADA”.

BHADRA, Shanti. Dhammapada. Informativo, Santa Teresa, 29 jun. 1979, p. 4. Disponível em: <http://sbb.riobudavihara.com/arquivo5.php&gt;. Acesso em: 05 abr. 2010. supressões feitas.

harlon.romariz@advir.com

……Como cristão não posso concordar com esse texto de maneira absoluta. Até por que o budismo nega o que de mais importante há para a salvação: um Salvador. Jesus é quem nos dá a oportunidade de Salvação por meio de Sua graça e sacrifício expiatório. Ele veio a esse mundo com esse propósito (c.f Lucas 19:10) e não há como ser salvo por forças próprias (c.f Romanos 3: 23-25). Assim esses ensinamentos budistas devem ser alcançados, mas quando já estamos firmados na Rocha que é Jesus, quando recebemos dEle o Poder para viver uma vida feliz.

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